Sobre o evento

OBJETIVOS

elaborar subsídios para transporte público aquaviário na região da grande Florianópolis, considerando os itens abaixo, tendo como expectativa de resultados       Mobilizar formadores de opinião no sentido de criar vontade política para implantar os transportes públicos marítimos de caráter metropolitanos e subsidiar tecnicamente as ações visando os transportes marítimos em geral (públicos, de trabalho, lazer e turístico):

  1. Discutir as viabilidades dos transportes públicos em função dos resultados do PLAMUS
     

  2. Analisar o modo rodoviário no sentido das suas limitações gerais: desenho urbano, infraestrutura e gestão
     

  3. Verificar as complementaridades entre os diversos modos de transportes públicos: rodoviário, aquaviário e aeroviário
     

  4. Verificar as condições gerais das áreas de navegação das baías norte e sul, bem como dos possíveis atracadouros
     

  5. Abrir maior espaço para outras finalidades do uso do mar, especialmente as turísticas.

 

 

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES DA ORGANIZAÇÃO DO EVENTO

 

De acordo com a plataforma Técnica de Trabalho da Associação Catarinense de Engenheiros – ACE e com o apoio Inter-Institucional do Comitê Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis – COMDES, Floripa Sustentável, Fortur e FloripAmanhã, estamos realizando este evento intitulado “Seminário de Conscientização dos Transportes Marítimos e Mobilidade Urbana: NÁUTICA FLORIPA 2019”.

As entidades acima, preocupadas com a melhoria da mobilidade, a qualidade de vida, o desenvolvimento ambiental, social e econômico da Grande Florianópolis, entendem de que o assunto de mobilidade náutica deverá refletir diretamente no dia a dia das grandes cidades lindeiras ao mar, nos custos de transporte, na segurança e em outros itens relacionados a operação de uma área metropolitana.  

Este evento se adequa ao movimento mundial da litoralização das atividades humanas, portanto, tem rebatimento em diversas cidades do país.

Muito tem se discutido a respeito da mobilidade, ou melhor, da falta dela nas grandes, e mesmo algumas cidades litorâneas, ou mesmo ribeirinhas de porte médio, como na região amazônica; neste último caso, a questão segurança dos transportes se mantém estagnada.  Entretanto ainda poucas soluções no meio técnico explicando como se endereçar a estes problemas, especialmente em Florianópolis, de modo que sejam embasadas em custos gerais da cidade, ou em benefícios, se corretamente enfocadas. Este evento pretende discutir especialmente o efeito do Desenho Urbano, o mais gravoso, ao ser feito desvinculado da consequência de suas decisões: a maioria dos Planos Diretores se abstraem a demografia dos custos das infraestruturas, e o nosso, pura e simplesmente, ignorou a nossa condição de ilha. 

Este evento será focado na cidade de Florianópolis (SC) cidade polo da sua Região Metropolitana, uma das piores mobilidades do mundo, onde o marcante desequilíbrio entre moradia e ao trabalho, estudo, saúde (entre outras amenidades citadinas) agravado pela desconsideração do aquaviário, fazem com que estas condições venham se deteriorando pelas crescentes dificuldades ao seu acesso.  O evento pretende, portanto, que a desconsideração ao transporte marítimo prejudica a mobilidade, além de desequilibrar sensivelmente custos urbanos, e deixar de fomentar outras atividades que resultem em lucros sem comprometer o ambiente. Esta situação de pouco ou nenhum aproveitamento racional do potencial aquaviário cria condições de degradação ambiental, já que, na proposição do sistema de transporte marítimo é a preservação da qualidade do meio aquático.

 

A Mobilidade dita Sustentável refere-se muito mais a um objetivo permanente em reduzir a necessidade do uso de Sistemas de Transporte (pela sua racionalização) do que continuar atendendo às demandas por espaços de tráfego: quanto mais se atende estas demandas, mais se alimenta o problema.  A sustentabilidade se consegue ao atender as necessidades humanas à curta distância de sua moradia, especialmente a do trabalho. Outras necessidades conseguem ser atendidas, além desta, pelo uso heterogêneo do solo, como alocação de pequenos negócios diversificados a curta distância, de modo a aumentar as ações humanas, tais como implementar caminhadas e/ou usar outros meios não mecânicos de transporte para o desempenho mais saudável das atividades numa cidade.  Segundo diversos estudos desenvolvidos na área, é fundamental que a mensagem transmitida a população sobre o tema Mobilidade seja revertida a favor dos modos sustentáveis baseado essencialmente os deslocamentos a pé, por bicicleta e, quando muito, usar o transporte coletivo. E o modo marítimo precisa entrar na equação da sustentabilidade. Esta situação de sustentabilidade somente será atingida quando as pessoas como moradoras puderem fazer o essencial da sua vida, como ir ao trabalho, ao estudo, às compras, ao atendimento médico rotineiro (ambulatorial, por exemplo), e a muitas outras amenidades de uma cidade em caminhadas ou em ciclo-viagens; agora se propugna pela adição do modo aquaviário para preencher a grande lacuna deixada na região metropolitana ao se desconsiderar o transporte marítimo, com suas mais diversas facetas (público, trabalho, turismo e lazer). 

 Ao contrário de muitas medidas cosméticas e/ou de ordem mercadológicas que pregam uso de eletrônicos, soluções inovadoras de infraestruturas de transportes urbanos, a busca e a manutenção da Mobilidade Urbana Sustentável (MUS) fica quase impossível ter outros caminhos ao se desconsiderar um modo tão marcante na condição insular de Florianópolis com reflexos nas cidades vizinhas como Palhoça, São José e Biguaçu.  Esta trajetória em direção a MUS se caracteriza pela precisão e gradualidade tendo em vista que consertar o mau desenho urbano empregado e acrescentar a presença do mas. Porém, tem efeitos permanentes e que são irreversíveis, além de custo de implantação muito mais barato. Os caminhos convencionais apregoados em mídia, e mesmo em alguns setores técnicos e de Planejamento Urbano, tais como investir pesadamente em infraestrutura, além de caros terão resultados duvidosos em curto prazo e, em médio prazo, ineficazes, caso não obedeçam a lógica de combate às causas (mau arranjo urbano), e não aos efeitos, bem como não esquecer a condição natural.

 

Conceito sobre as quatro vertentes indissociáveis do Mobilidade Urbana Sustentável (MUS)

1 Desenho urbano: é a forma de traçar, estabelecer padrões de ocupação do solo.

2 Infraestrutura: a base de apoio para atividades diárias e corriqueiras da sociedade

3 Transporte coletivo: é o meio mais eficaz tanto econômico, quanto socialmente de conduzir a sociedade às suas demandas de trabalho, saúde, educação, laser, por exemplo.

4 Gestão integrada destas três vertentes.

Com estas quatro vertentes se pode chegar à sustentabilidade como um resultado das ações acima, devendo ser equilibrado tanto econômica, quanto ambiental e socialmente.

Isto precisa de gestão técnica integrada, ou seja, tudo isto sob a mesma direção técnica


ASSUNTOS A SEREM ABORDADOS PRELIMINARMENTE

 

  1. Terras de Marinha: o que é por trás?

  2. Ordenamento Náutico: Estudo Complementar de Implementação

  3. Tecnologia Subaquática: Soluções de engenharia civil e subaquática, abordando construção de emissários de efluentes e esgoto, serviços de dragagem, derrocamentos e atividades correlatas.

  4. Correção de barras dos rios: ajuste para pesca artesanal, navegação esporte/recreio, benefícios agregados à macro drenagem.

  5. Desafios e oportunidades para o mercado de cruzeiros em SC

  6. Gestão Municipal de praias urbanas e concessões balneares

  7. Direito da Orla

  8. Planejamento Estratégico da Orla

  9. Panorama dos Portos de Santa Catarina

  10. Escola de vela: onde tudo inicia

  11. Clube de Remo

  12. panorama da indústria náutica de recreio, lazer e comercial

COMISSÃO ORGANIZADORA

 

Coordenador

 

Eng. Civil Carlos Koyti Nakazima

Presidente da ACE

Coordenador Técnico

Prof. Roberto de Oliveira PhD

Diretor de Atividade Técnicas e Culturais da ACE (Licenciado)

Coordenação operacional do evento

Eng. Ivan Rezende Coelho

IC Eventos & Assessoria Ltda.